sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

A vida e o Violino

Aranha Violino (Portugual)

No post “O violino – a Evolução da Arte”! Já deixamos bem claro o que pensamos sobre o papel do violino nas artes; tudo bem que somos um tanto quanto suspeitos, já que além de tocarmos, nós. Amamos! Veneramos e saboreamos varias horas por dia o filho caçula das cordas friccionadas.

Hoje vamos além! Vamos falar do violino não só no campo das artes, mas a sua atuação e presença no cotidiano, não se limitando a musica, mas também nos cinemas; nas pinturas e no dia a dia das pessoas em torno do mundo.

Só para ter uma ideia, há em Portugal até uma aranha que carrega o seu nome, aqui no Brasil a conhecemos por Aranha Marrom, mas para os irmãos Lusitanos ela é chamada de Aranha Violinista ou Aranha Violino e suas picadas são venenosíssimas, tais quais os acordes afinados de Maxim Vengerov e seu Stradivarius no teatro municipal do Rio de Janeiro.

Violino com Uvas - Picasso 1912

Para começar, citamos Picasso, em sua tela de 1912 – “Violino com Uvas” e também um dos mais reconhecidos pintores Russos do século XX, Marc Chagall que em telas como “O Violinista no Telhado” e “O Violinista Azul” deixou evidente a sua relação com o instrumento junto ao seu lirismo e fantasia sempre presentes em sua obra.

Na literatura temos o clássico “Violino” de Anna Rice; “O Violino de Auschwitz” de Maria À. Anglada; e não menos importante “O Xangô de Baker Street” do nosso querido Jô Soares que tem como fio principal; o sumiço de um Stradivarius.

Contudo é na sétima arte que o violino mostra toda a sua magnificência; em que cineastas e diretores tentam imortaliza-lo fazendo a junção de som e imagem, são obras como O violino; O som do coração; O violinista que veio do mar, Dueto só para um; Stradivari; 12 anos de Solidão, e o belíssimo Violino vermelho, todas as obras fundamentais na estante de qualquer violinista.

A arte contemporânea não fica de fora; Tadas Makisimovas usou seus fios de cabelo como cordas de violino para que seu amigo Eimantas Belickas tocasse seriamente uma curta canção, para divulgar um Festival de Musica anual na Lituânia.

E Para encerrar temos em Nova York a história do colecionador que de tão apaixonado por musica, mandou construir em sua residência uma piscina em formato de violino e o melhor de tudo, pode ate se ouvir a musica, dentro dela.


Isso nos remete ao pensamento de que o violino não é tão exclusivo assim! E a sua atividade com a vida cotidiana esta mais presente do que imaginam os leigos. Assim sendo, viva o; seja você violinista ou não, se aproxime o quanto puder do som, da essência e da magia de um violino.