A história do Canon in D é fascinante porque ela saiu de um total esquecimento para se tornar uma das músicas mais famosas do mundo.
A Origem (c. 1680): O compositor alemão Johann Pachelbel escreveu a peça originalmente para três violinos e baixo contínuo. Na época, era uma obra comum de música de câmara, feita provavelmente para um casamento ou evento social, e não teve um impacto estrondoso
O Esquecimento: Após a morte de Pachelbel, a partitura ficou praticamente esquecida em arquivos e bibliotecas por mais de 200 anos. O estilo barroco foi perdendo espaço para outras tendências musicais, e a obra quase se perdeu na história
O Renascimento (1968): A "virada de chave" aconteceu quando o maestro Jean-François Paillard gravou uma versão moderna da peça. A gravação se tornou um sucesso inesperado, e o mundo redescobriu a beleza daquela progressão harmônica simples, porém genial
A Onipresença: Depois dos anos 70, a música explodiu. Ela virou trilha sonora de filmes, séries e, claro, o hino oficial de casamentos ao redor do globo. Sua estrutura harmônica é tão "perfeita" e matematicamente agradável que ela serve de base para centenas de sucessos do Pop e do Rock (muitas bandas usam a mesma sequência de acordes até hoje).
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